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Leilões De Motos

Melhores Motos para Comprar em Leilão e Revender com Lucro

📅 6 de março de 2026 ⏱️ 12 min de leitura 👁️ 3 visualizações ✍️ Márcio Freitas

Imagina a seguinte situação: você arremata uma moto no leilão, investe na preparação e coloca pra vender. Passa uma semana. Duas. Um mês. Ninguém aparece. O dinheiro fica parado, a ansiedade cresce e o “negócio lucrativo” começa a parecer um problema.

Pois é. Isso acontece com quem escolhe o modelo errado.

A escolha da moto é, sem exagero, a decisão mais importante de todo o processo de revenda. Não adianta arrematar barato se ninguém quer comprar aquele modelo. Não adianta ter uma margem teórica bonita se a moto fica encalhada por meses. O segredo está em entender quais motos o mercado realmente absorve, e é isso que você vai descobrir aqui: uma análise modelo a modelo, com dados de vendas reais, liquidez e potencial de lucro.

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O Que Define uma Boa Moto para Revenda

Antes de abrir qualquer site de leilão, você precisa entender os três critérios que definem se um modelo é bom pra revenda ou não. Esses critérios são inegociáveis.

Liquidez: A Velocidade da Venda

Liquidez é a facilidade com que você transforma a moto em dinheiro. Uma moto com alta liquidez vende em dias ou poucas semanas. Uma com baixa liquidez pode ficar parada por meses, consumindo seu capital e sua paciência.

O indicador mais confiável de liquidez é o volume de transferências no mercado de usados. Segundo dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), mais de 334 mil motos usadas foram comercializadas em um único mês no Brasil. Mas a distribuição é desigual: poucos modelos concentram a maior parte das vendas.

Margem Potencial: O Espaço para Lucrar

A margem potencial é a diferença entre o preço médio de arremate no leilão e o preço de venda no mercado, descontados os custos. Modelos populares costumam ter margens menores em valor absoluto, mas compensam pelo giro rápido. Modelos intermediários e premium oferecem margens maiores, porém com risco de demora na venda.

Custo de Reparo: O Vilão Silencioso

Uma moto pode parecer barata no leilão, mas se o custo de reparo for alto, a margem desaparece. Modelos com peças baratas e mecânicos disponíveis em qualquer esquina são muito mais seguros pra quem está começando. Motos importadas ou de alta cilindrada, por outro lado, podem exigir peças caras e mão de obra especializada.


Ranking das Motos Usadas Mais Vendidas no Brasil

Pra não ficar no achismo, vamos aos números. O ranking abaixo mostra as motos usadas com maior volume de transferências, segundo a Fenauto/Autoesporte:

Posição Modelo Unidades/Mês Participação
1 Honda CG 150 78.989 35,6%
2 Honda Biz 38.575 17,4%
3 Honda NXR 150 29.555 13,3%
4 Honda CG 125 28.934 13,0%
5 Honda Pop 100 13.300 6,0%
6 Honda XRE 300 8.837 4,0%
7 Yamaha YBR 125 8.273 3,7%
8 Honda CB 300R 5.415 2,4%
9 Yamaha XTZ 250 5.188 2,3%
10 Yamaha FZ25 Fazer 4.194 1,9%

Repara num detalhe: a Honda ocupa 7 das 10 posições. Isso não é coincidência. A marca domina o mercado brasileiro de motos com uma rede de assistência gigantesca, peças baratas e modelos que todo mundo conhece. Pra quem revende, isso significa uma coisa: comprador não falta.

Agora, presta atenção nessa parte. Esse ranking de usados é o seu mapa do tesouro. Quanto mais alto o modelo aparece na lista, mais rápido ele vende quando você coloca no mercado.


Pessoa inspecionando Honda CG em detalhe no pátio de leilão

Análise Modelo a Modelo: Onde Está o Lucro

Vou dividir os modelos em três categorias, baseadas no capital necessário e no perfil de risco. Cada categoria tem vantagens e armadilhas.

Categoria 1: Motos de Entrada (Arremate até R$ 6.000)

Essa é a porta de entrada pra quem tem pouco capital. Os modelos dessa faixa são os mais populares do Brasil e vendem como água.

Honda Pop 110i / Pop 100

A Pop é a moto mais barata e mais simples da Honda. No leilão, é possível encontrar unidades por R$ 3.000 a R$ 5.000, dependendo do estado e do ano. A FIPE de uma Pop 110i recente gira em torno de R$ 11.000 a R$ 12.000. Parece uma margem enorme, né? Mas calma: os custos de transferência, reparo e comissão comem uma fatia considerável.

O ponto forte da Pop é o giro absurdo. É a moto do motoboy, do estudante, do trabalhador que precisa de transporte barato. A demanda nunca para. O ponto fraco é que a margem em reais é menor, já que o preço de venda é mais baixo.

Honda CG 125 (modelos antigos) e Yamaha YBR 125

As 125cc mais antigas aparecem com frequência nos leilões, muitas vezes por valores entre R$ 2.500 e R$ 4.500. São motos com mecânica simples, peças baratas e um público fiel. A YBR 125 da Yamaha, em particular, tem uma base de fãs que valoriza a robustez do motor.

O risco aqui é a idade. Motos muito antigas podem ter problemas estruturais que não compensam o reparo. A regra é: se o custo de reparo passar de 40% do valor FIPE, pule para o próximo lote.

Categoria 2: Motos Intermediárias (Arremate de R$ 6.000 a R$ 12.000)

Essa é a faixa de ouro pra revenda. Combina margem razoável com liquidez alta. É onde a maioria dos revendedores experientes concentra suas operações.

Honda CG 160 (todas as versões)

A rainha absoluta. A CG 160 é a moto mais vendida do Brasil, tanto nova quanto usada. Foram mais de 437 mil unidades novas vendidas em um único ano, e quase 79 mil unidades usadas trocam de dono por mês. Esses números falam por si.

No leilão, uma CG 160 Start ou Fan costuma sair entre R$ 7.000 e R$ 10.000. A FIPE varia de R$ 14.000 a R$ 20.000, dependendo da versão e do ano. A margem bruta é generosa, e o tempo de venda raramente passa de duas semanas quando o preço está ajustado.

Manutenção barata, peças em qualquer loja de moto e mecânicos que conhecem o modelo de olhos fechados. Se você pudesse revender apenas um modelo pelo resto da vida, a CG 160 seria a escolha mais segura.

Honda Biz 125

A Biz é a segunda moto mais vendida do Brasil e tem um público cativo: pessoas que precisam de praticidade no dia a dia. O câmbio semiautomático e o porta-malas sob o banco são diferenciais que nenhuma concorrente replica com o mesmo custo-benefício.

No leilão, a Biz 125 aparece na faixa de R$ 6.000 a R$ 9.000. A FIPE fica entre R$ 14.000 e R$ 18.000. A desvalorização é baixa, o que significa que mesmo motos com alguns anos de uso mantêm um bom preço de revenda.

Honda NXR 160 Bros

A Bros é a trail mais popular do Brasil. Quem mora em cidade com ruas esburacadas ou precisa rodar em estrada de terra conhece bem esse modelo. No leilão, aparece entre R$ 8.000 e R$ 12.000, com FIPE variando de R$ 16.000 a R$ 22.000.

A vantagem da Bros é que ela atende um público que as motos urbanas não alcançam. O ponto de atenção é verificar a suspensão e o quadro, já que muitas Bros de leilão foram usadas em condições severas.

Yamaha Factor 150

A Factor é a principal concorrente da CG 160 e oferece uma alternativa interessante pra quem quer diversificar. O motor é robusto, a manutenção é acessível e o público Yamaha é fiel. No leilão, costuma sair por R$ 6.000 a R$ 9.000, com FIPE em torno de R$ 13.000 a R$ 16.000.

Categoria 3: Motos Premium (Arremate acima de R$ 12.000)

Aqui o capital necessário é maior, a margem em reais tende a ser mais alta, mas o giro é mais lento. Exige mais experiência e paciência.

Honda PCX 150

O scooter premium da Honda tem a menor desvalorização do segmento: apenas 3,1% ao ano, segundo levantamentos de mercado. Isso significa que a moto mantém o valor por muito mais tempo. No leilão, pode aparecer entre R$ 10.000 e R$ 14.000, com FIPE de R$ 17.000 a R$ 22.000.

O público da PCX é diferente: geralmente são pessoas com maior poder aquisitivo que buscam conforto e praticidade. A venda pode demorar um pouco mais, mas o comprador costuma negociar menos.

Honda XRE 300 e CB 300R

Essas são as motos de maior cilindrada que ainda mantêm boa liquidez no mercado de usados. A XRE 300 movimenta quase 9 mil unidades por mês no mercado de usados, o que é impressionante pra uma moto dessa faixa de preço.

No leilão, aparecem entre R$ 12.000 e R$ 18.000, com FIPE variando de R$ 22.000 a R$ 30.000. A margem potencial é alta, mas o capital necessário também é. Recomendadas pra quem já tem experiência e capital de giro consolidado.


Tabela Comparativa: Qual Modelo Escolher

Pra facilitar a decisão, montei uma tabela resumo com os principais indicadores de cada modelo:

Modelo Faixa Leilão FIPE Média Liquidez Margem Risco Ideal Para
Honda Pop 110i R$ 3-5 mil R$ 11 mil Altíssima Baixa Baixo Iniciantes
Honda CG 125 R$ 2,5-4,5 mil R$ 7-9 mil Alta Baixa Médio Iniciantes
Yamaha YBR 125 R$ 2,5-4 mil R$ 7-8 mil Alta Baixa Médio Iniciantes
Honda CG 160 R$ 7-10 mil R$ 14-20 mil Altíssima Alta Baixo Todos
Honda Biz 125 R$ 6-9 mil R$ 14-18 mil Altíssima Alta Baixo Todos
Honda NXR 160 R$ 8-12 mil R$ 16-22 mil Alta Alta Médio Intermediários
Yamaha Factor 150 R$ 6-9 mil R$ 13-16 mil Média-Alta Média Baixo Intermediários
Honda PCX 150 R$ 10-14 mil R$ 17-22 mil Média Alta Médio Experientes
Honda XRE 300 R$ 12-18 mil R$ 22-30 mil Média Alta Alto Experientes

A leitura dessa tabela é direta: quanto maior a liquidez e menor o risco, mais seguro é o modelo pra revenda. A Honda CG 160 e a Honda Biz 125 aparecem como as opções mais equilibradas do mercado.


Moto com sinais de ferrugem e danos que deve ser evitada em leilão

Motos que Você Deve Evitar no Leilão

Nem tudo que brilha no leilão é ouro. Existem modelos e situações que parecem oportunidades, mas são armadilhas disfarçadas.

Motos Importadas de Baixa Expressão

Marcas como Dafra, Kasinski e algumas chinesas têm peças difíceis de encontrar e mecânicos que não conhecem o modelo. Mesmo que o preço de arremate seja tentador, o custo de reparo e a dificuldade de revenda podem transformar o negócio em prejuízo.

Motos de Alta Cilindrada sem Público Local

Uma Kawasaki Ninja ou uma Suzuki GSX pode parecer um achado no leilão. Mas pense: quem é o comprador? Em cidades menores, o público pra motos esportivas de alta cilindrada é minúsculo. Você pode ficar meses tentando vender.

A regra é: conheça o seu mercado local. Se você mora numa capital, o leque de modelos viáveis é maior. Se mora no interior, foque nos modelos populares que todo mundo precisa.

Motos com Quilometragem Absurda

Motos com mais de 80 mil km no hodômetro assustam compradores. Mesmo que a mecânica esteja boa, a percepção de desgaste reduz o preço de venda e aumenta o tempo de negociação. Prefira motos com quilometragem abaixo de 50 mil km sempre que possível.


Perguntas Frequentes sobre Melhores Motos para Revenda

Qual a melhor moto para quem está começando a revender?

A Honda CG 160 é a escolha mais segura pra iniciantes. Ela combina alta liquidez, margem razoável, peças baratas e um público comprador gigantesco. Se o capital for limitado, a Honda Pop 110i é uma alternativa com giro ainda mais rápido, embora com margem menor.

Motos Yamaha são boas para revenda?

Sim, especialmente a Factor 150 e a Fazer 250. A Yamaha tem um público fiel no Brasil e seus modelos mantêm boa aceitação no mercado de usados. A desvantagem em relação à Honda é que a rede de assistência é menor em cidades pequenas, o que pode dificultar reparos.

Vale a pena comprar motos de alta cilindrada no leilão?

Só se você tiver experiência e capital de giro sólido. Motos como XRE 300, CB 300 e PCX 150 oferecem margens maiores, mas o giro é mais lento e o risco de ficar com a moto parada é real. Pra quem está começando, o ideal é focar nos modelos de 110cc a 160cc.

Como saber o preço justo de uma moto antes de dar o lance?

Consulte a Tabela FIPE e compare com anúncios reais na OLX e Webmotors. A FIPE dá o preço médio de referência, mas o preço real de venda pode variar pra mais ou pra menos dependendo da região, do estado da moto e da época do ano. Sempre use o preço real de mercado, não apenas a FIPE.

Quantas motos devo revender por mês para ter uma boa renda?

Com duas a três motos por mês já é possível gerar uma renda significativa. Se cada moto gerar entre R$ 1.500 e R$ 2.500 de lucro líquido, o faturamento mensal fica entre R$ 3.000 e R$ 7.500. O segredo é manter o giro constante e reinvestir o lucro.


Conclusão

Escolher as melhores motos para comprar em leilão e revender não é questão de sorte. É questão de dados. Os números mostram com clareza quais modelos vendem rápido, quais oferecem margem e quais representam risco. A Honda CG 160, a Biz 125 e a NXR 160 Bros dominam o mercado de usados por motivos concretos: confiabilidade, demanda constante e custo de manutenção baixo.

Se você quer começar com segurança, foque nesses modelos. Se já tem experiência e capital, explore a faixa premium com cautela. E acima de tudo, deixe os dados guiarem suas decisões, não a emoção do leilão. Qual modelo você vai arrematar primeiro?